domingo, 21 de agosto de 2011

HISTÓRIA DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL.

As origens históricas mais remotas do presbiterianismo remontam aos primórdios da Reforma Protestante do século XVI. Como é bem sabido, a Reforma teve início com o questionamento do catolicismo medieval feito pelo monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) a partir de 1517. Em pouco tempo, os seguidores desse movimento passaram a ser conhecidos como “luteranos” e a igreja que resultou do mesmo foi denominada Igreja Luterana.
Poucos anos após o início da dissidência luterana na Alemanha, surgiu na região de língua alemã da vizinha Suíça, mais precisamente na cidade de Zurique, um segundo movimento de reforma protestante, freqüentemente denominado “Segunda Reforma.” Esse movimento teve como líder inicial o sacerdote Ulrico Zuínglio (1484-1531) e, pretendendo reformar a igreja de maneira mais profunda que o movimento de Lutero, passou a ser conhecido como movimento reformado, e seus seguidores como “reformados.” Assim sendo, as igrejas derivadas do movimento auto-denominaram-se igrejas reformadas.
Apesar do seu aparente radicalismo, Lutero e seus seguidores romperam com a igreja majoritária somente nos pontos em que viam conflitos irreconciliáveis com as Escrituras. Especialmente na área crucial do culto, os luteranos julgavam que era legítimo manter tudo aquilo que não fosse explicitamente proibido pela Bíblia. Já os reformados partiam de um princípio diferente, entendendo que só deviam abraçar aquilo que fosse claramente preconizado pelas Escrituras. Foi isso que os levou a uma ruptura mais profunda com o catolicismo.
I. João Calvino
Após a morte de Zuínglio em 1531, o movimento reformado passou a ter um novo líder, que revelou-se muito mais articulado e influente que o anterior: João Calvino (1509-1564). Calvino nasceu em Noyon, no nordeste da França, e ainda adolescente foi estudar teologia e humanidades em Paris. Depois de um breve período em Orléans e Bourges, quando dedicou-se ao estudo do direito, retornou a Paris para dar continuidade aos estudos humanísticos que tanto o fascinavam. Em 1532, publicou o seu primeiro livro, um comentário do tratado de Sêneca De Clementia.
O humanismo que empolgou os primeiros líderes das igrejas reformadas, Zuínglio e Calvino, foi o extraordinário movimento intelectual que marcou a transição entre a Idade Média e o período moderno. Uma das características marcantes desse movimento foi o seu profundo interesse pela antigüidade clássica, o período áureo da civilização greco-romana. Entre as obras clássicas que atraíam a atenção de muitos estava a Bíblia, particularmente o Novo Testamento. Isso levou ao surgimento de uma categoria específica de humanistas bíblicos devotados ao estudo das Escrituras em seus originais gregos e hebraicos. O maior desses humanistas cristãos foi o célebre Erasmo de Roterdã (c.1466-1536), cuja edição crítica do Novo Testamento baseada em textos gregos foi avidamente estudada e utilizada pelos reformadores suíços.
Em 1533, Calvino teve uma experiência de conversão à fé evangélica. Forçado a fugir de Paris por causa das suas novas convicções, dirigiu-se para a cidade de Angoulême. Pouco depois, começou a escrever a sua obra magna, a Instituição da Religião Cristã ou Institutas, publicada em Basiléia em 1536. Nesse mesmo ano, de maneira totalmente inesperada, Calvino viu-se convocado a auxiliar a implantação da fé reformada na cidade de Genebra, na Suíça francesa. Após um interregno de três anos em Estrasburgo (1538-1541), o reformador retornou a Genebra e ali permaneceu até o final da sua vida.
Graças a sua vasta e competente produção teológica, sua habilidade como organizador e seus contatos pessoais com inúmeros indivíduos e comunidades em toda a Europa, Calvino exerceu uma poderosa influência e contribuiu para a disseminação do movimento reformado em muitos países. Em 1559, ele fundou a Academia de Genebra, que colaborou decisivamente para a formação de toda uma nova geração de líderes reformados. Dada a importância desse reformador, um novo termo surgiu para designar os reformados: “calvinistas.”
Nas Institutas, comentários bíblicos, sermões, tratados e outros escritos que produziu, Calvino articulou um sistema completo de teologia cristã que ficou conhecido como calvinismo. Esse sistema incluía normas específicas, retiradas das Escrituras, acerca da doutrina, do culto e da forma de governo das comunidades reformadas. Na base do sistema estava a ênfase no conceito da absoluta soberania de Deus como criador, preservador e redentor do mundo. A estrutura eclesiástica preconizava o governo das comunidades por presbíteros e a associação das igrejas em presbitérios regionais e em sínodos nacionais.
II. Europa Continental
Logo após o início da carreira de Calvino, o movimento reformado começou a difundir-se em muitas regiões da Europa, notadamente na França, no vale do Reno (Alemanha e Países Baixos), na leste europeu e nas Ilhas Britânicas. Vários fatores contribuíram para essa difusão. Em primeiro lugar, a ampla divulgação das idéias de Calvino através da imprensa e de outros meios; em segundo lugar, o intenso deslocamento de refugiados que procuravam escapar da repressão religiosa em seus países; finalmente, o papel irradiador desempenhado por Genebra e outras cidades reformadas. Muitos homens e mulheres iam a Genebra, eram treinados nos preceitos da fé reformada e retornavam aos seus países imbuídos das novas idéias.
Como era de se esperar, Calvino nutria grande interesse pela propagação da fé evangélica no seu próprio país, a França. Ali, apesar de intensas perseguições, o movimento reformado experimentou notável crescimento na década de 1550. Em 1559, reuniu-se o primeiro sínodo da Igreja Reformada de França, representando cerca de duas mil comunidades locais. Pela primeira vez, o presbiterianismo era organizado em âmbito nacional. Esse sínodo aprovou uma importante declaração da fé reformada, a Confissão Galicana.
Muitos dos reformados franceses, conhecidos como huguenotes, eram artesãos, comerciantes e nobres, e estavam concentrados principalmente no oeste e sudoeste do país. Seus conflitos políticos com o partido católico liderado pela família Guise-Larraine levaram a um longo período de guerras religiosas (1562-1598). O episódio mais sangrento foi o massacre do Dia de São Bartolomeu (24-08-1572), em que milhares de huguenotes foram mortos à traição em Paris e no interior da França, entre eles o famoso almirante Gaspard de Coligny. A paz só foi restaurada em 1598, quando o rei Henrique IV, um ex-huguenote, promulgou o Edito de Nantes, concedendo liberdade religiosa aos reformados. Esse edito foi revogado por Luís XIV em 1685, fazendo com que cerca de 300 mil huguenotes abandonassem a França.
Em virtude da proximidade geográfica, o movimento reformado desde cedo também penetrou no sul da Alemanha. O movimento cresceu com a chegada de milhares de refugiados vindos de outras regiões, como a França e os Países Baixos. Estrasburgo foi um importante centro reformado entre 1521 e 1549, tendo como líder o reformador Martin Butzer. Como já foi apontado, Calvino ali residiu durante três anos (1538-1541). Em Heidelberg, o príncipe Frederico III criou uma grande universidade que tornou-se o centro do pensamento reformado na Alemanha. Nessa cidade foi escrito em 1563 o Catecismo de Heidelberg. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) resultou no reconhecimento definitivo das igrejas reformadas alemãs, que receberam o influxo de sessenta mil refugiados huguenotes após a revogação do Edito de Nantes.
Nos Países Baixos, a fé reformada surgiu inicialmente em Antuérpia, em 1555. Em dez anos, formaram-se mais de trezentas igrejas, em parte devido à chegada de imigrantes huguenotes que fugiam das guerras religiosas em seu país. Essas igrejas adotaram como sua declaração de fé a Confissão Belga, escrita por Guido de Brès em 1561. O calvinismo foi implantado na Holanda no contexto da guerra da independência contra a Espanha, iniciada em 1566 sob a liderança de Guilherme de Orange. Como resultado do conflito, os Países Baixos dividiram-se em três nações: Bélgica e Luxemburgo (católicos) e Holanda (reformada). O primeiro sínodo nacional das igrejas reformadas holandesas reuniu-se em 1571 na cidade de Emden, na Alemanha, e adotou um sistema presbiterial de governo baseado no modelo francês. Eventualmente, a igreja reformada tornou-se oficial, embora nem toda a população tenha aderido ao movimento. No início do século XVII, uma disputa teológica resultou no Sínodo de Dort (1618-1619), que rejeitou as idéias de Tiago Armínio acerca da predestinação e afirmou os chamados “cinco pontos do calvinismo” (depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança dos santos).
Quanto à Europa oriental, na década de 1540, graças a contatos com cidades suíças, surgiram igrejas reformadas na Polônia e na Boêmia (Checoslováquia), e mais tarde também na Hungria. Na Boêmia, o movimento reformado associou-se aos Irmãos Boêmios, os sucessores do antigo movimento liderado pelo pré-reformador João Hus, morto em 1415. Na Polônia e na Lituânia, as igrejas calvinistas experimentaram grande crescimento, mas eventualmente foram suprimidas pela Contra-Reforma. A fé reformada foi introduzida na Hungria em 1549, através de contatos com Zurique, mas as igrejas sofreram perseguições de 1677 a 1781. A igreja reformada húngara viria a ser uma das maiores do mundo.
III. Ilhas Britânicas
Especialmente importante para a fé reformada foi a sua introdução nas Ilhas Britânicas. Nessa região é que surgiu o outro nome histórico associado ao movimento: “presbiterianismo.” Esse nome tinha ao mesmo tempo conotações teológicas e políticas. Os reis ingleses e escoceses eram firmes partidários do episcopalismo, ou seja, de uma igreja governada por bispos. Como esses bispos eram nomeados pela coroa, esse sistema favorecia o controle da igreja pelo estado. Assim sendo, a insistência dos reformados da Escócia e Inglaterra em uma igreja governada por presbíteros, eleitos pelas congregações e reunidos em concílios, era uma reivindicação de independência da igreja em relação ao poder público. Tal foi a origem histórica do termo “presbiteriano” ou “igreja presbiteriana.”
O protestantismo reformado foi levado para a Escócia por George Wishart, que estudara na Suíça e foi morto na fogueira em 1546. As primeiras igrejas reformadas surgiram no final da década seguinte. Os eventos se precipitaram com o retorno do líder John Knox (c. 1514-1572), que passou alguns anos em Genebra como refugiado, estudou aos pés de Calvino e retornou ao seu país em 1559. No ano seguinte, o Parlamento aboliu o catolicismo e adotou a fé reformada (Confissão Escocesa). Em dezembro de 1560, reuniu-se a primeira assembléia geral da Igreja Presbiteriana escocesa, que elaborou o Livro de Disciplina. Todavia, o Parlamento não aceitou esse primeiro Livro de Disciplina – que prescrevia a forma presbiteriana de governo –, mas manteve o episcopado como instrumento de controle estatal da igreja.
Ironicamente, entre 1561 e 1567 a Escócia formalmente presbiteriana foi governada por uma rainha católica, Maria Stuart. Após a morte de Knox, Andrew Melville (1545-1622), outro ex-exilado em Genebra, tornou-se o principal defensor do sistema presbiteriano e de uma igreja autônoma do estado. Os próximos quatro reis, especialmente Carlos II (1660-85), procuraram impor o anglicanismo e perseguiram os presbiterianos. Estes fizeram um pacto nacional para defender a sua fé e ficaram conhecidos como “covenanters” (pactuantes). Somente em 1689 o presbiterianismo foi estabelecido definitivamente, embora algumas modificações feitas pelo Parlamento, como a Lei do Patrocínio Leigo (1717), tenham produzido várias divisões na igreja.
Na Inglaterra, surgiram fortes influências reformadas desde o reinado de Eduardo VI (1547-1553). Martin Butzer, o reformador de Estrasburgo, passou seus últimos anos naquele país. Calvino correspondeu-se com o rei Eduardo, com Somerset, o lorde protetor, e com Thomas Cranmer, o arcebispo de Cantuária. O Livro de Oração Comum e os Trinta e Nove Artigos revelam clara influência reformada. Durante o reinado intolerante de Maria Tudor (1553-1558), alcunhada “a sanguinária”, muitos protestantes ingleses refugiaram-se em Zurique e Genebra. Porém, a rainha Elizabete I (1558-1603) não apreciava os aspectos populares da forma presbiteriana de governo, preferindo uma estrutura episcopal que deixava o controle último da igreja nas mãos das autoridades civis.
No reinado de Elizabete surgiram os puritanos, alguns dos quais sustentavam princípios presbiterianos. Em outras palavras, os puritanos eram todos calvinistas, mas nem todos aceitavam a forma de governo presbiteriana. O nome “puritanos” resultou da insistência desses reformados em que a Igreja da Inglaterra fosse pura, ou seja, seguisse os moldes bíblicos em sua doutrina, culto e governo. Por causa de sua firme oposição ao episcopalismo e a sua luta pela reforma da igreja estatal inglesa, os puritanos foram objeto de forte repressão por parte de Elizabete. Seus sucessores, Tiago I (1603-1625) e Carlos I (1625-1649), que governaram simultaneamente a Inglaterra e a Escócia, continuaram a opor-se aos puritanos.
No reinado de Carlos ocorreu um evento marcante na história do presbiterianismo. Esse rei tentou impor o episcopalismo na Igreja da Escócia e acabou envolvido em uma guerra contra os seus próprios súditos. Vendo-se em dificuldades, precisou convocar a eleição de um parlamento na Inglaterra, eleição essa que resultou em uma maioria parlamentar puritana. Dissolvido o parlamento, foi feita nova eleição, que tornou a maioria puritana ainda mais expressiva. A conseqüência foi a guerra civil, que terminaria com a execução do rei. Esse parlamento puritano convocou a célebre Assembléia de Westminster (1643-1648), que produziu os “padrões presbiterianos” de culto, governo e doutrina. Quando esses documentos foram aprovados pelo parlamento, a Igreja da Inglaterra deixou de ser episcopal e tornou-se presbiteriana. Porém, depois que Carlos II tornou-se rei em 1660, houve a restauração do episcopado e seguiram-se vários anos de repressão contra os presbiterianos. Com o tempo, os padrões de Westminster tornaram-se os principais documentos teológicos adotados pelas igrejas reformadas em todo o mundo.
A tradição reformada teve início na Irlanda com a Colônia de Ulster, a partir de 1606. No esforço de “domesticar” os irlandeses, o governo inglês implantou comunidades inglesas e escocesas nas regiões devastadas pela guerra ao norte da ilha. Aos imigrantes escoceses, que levaram consigo o seu presbiterianismo, uniram-se puritanos ingleses e huguenotes franceses. Houve uma rígida separação étnica entre os novos moradores e os irlandeses católicos do sul, e grande violência destes contra os presbiterianos. Graças aos capelães de um exército pacificador, um presbitério foi fundado no Ulster em 1642 e em 1660 eles já eram cinco. Os colonos alcançaram prosperidade na nova terra, mas também se viram sujeitos a restrições políticas, econômicas e religiosas impostas pelo governo inglês, além de calamidades naturais como estiagens prolongadas. Com isso, a partir de 1715, os “escoceses-irlandeses” começaram a sua grande migração para os Estados Unidos. Até 1775, pelo menos 250 mil iriam cruzar o Atlântico.
IV. Estados Unidos
O calvinismo chegou à América do Norte com os puritanos ingleses que se radicaram em Massachusetts no início do século XVII. O primeiro grupo fixou-se em Plymouth em 1620 e o segundo fundou as cidades de Salem e Boston em 1630. Nas décadas seguintes, mais de 20 mil puritanos cruzaram o Atlântico em busca de liberdade religiosa e novas oportunidades. Todavia, esses calvinistas optaram pelo forma de governo congregacional, não pelo sistema presbiteriano.
Muitos calvinistas que aceitavam a forma de governo presbiteriana vieram do continente europeu. Dentre os primeiros estavam os holandeses que fundaram Nova Amsterdã (depois Nova York) em 1623. Os huguenotes franceses também foram em grande número para a América do Norte, fugindo da perseguição religiosa em sua pátria. Um numeroso contingente de reformados alemães igualmente emigrou para os Estados Unidos entre 1700 e 1770. Esses imigrantes formaram as suas próprias denominações e mais tarde muitos deles ingressaram na Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.
Muitos presbiterianos escoceses foram diretamente da Escócia para os Estados Unidos nos primeiros tempos da colonização. Todavia, foram os escoceses-irlandeses os principais responsáveis pela introdução do presbiterianismo naquele país. Durante o século XVIII, pelo menos 300 mil cruzaram o Atlântico. Eles se radicaram principalmente em Nova Jersey, Pensilvânia, Maryland, Virgínia e nas Carolinas. No oeste da Pensilvânia, eles fundaram Pittsburgh, por muito tempo a cidade mais presbiteriana dos Estados Unidos. O Rev. Ashbel Green Simonton, o introdutor do presbiterianismo no Brasil, era descendente desses escoceses-irlandeses da Pensilvânia.
No século XVII as comunidades presbiterianas dos Estados Unidos viviam dispersas. Foi só no início do século seguinte que elas começaram a unir-se em concílios. Nesse esforço, destacou-se o Rev. Francis Makemie (1658-1708), considerado o “pai do presbiterianismo americano.” Ordenado na Irlanda do Norte em 1683, ele foi logo em seguida para a América do Norte. Makemie fundou diversas igrejas em Maryland e viajou extensamente encorajando os presbiterianos. Como a Igreja Anglicana era a igreja oficial de várias colônias, ele sofreu muitas perseguições. Chegou mesmo a ser preso em Nova York em 1706.
Sob a liderança de Makemie, foi organizado em 1706 o Presbitério de Filadélfia. Em 1717, organizou-se o Sínodo de Filadélfia, composto de quatro presbitérios. Ao todo, a denominação tinha apenas dezenove pastores, quarenta igrejas e cerca de três mil membros. Em 1729, foi aprovado o “Ato de Adoção,” que aceitou a Confissão de Fé e os Catecismos de Westminster como padrões doutrinários do Sínodo. De 1741 a 1758, os presbiterianos dividiram-se em dois grupos por causa de diferenças acerca do avivamento e da educação teológica: Ala Velha (Sínodo de Filadélfia) e Ala Nova (Sínodo de Nova York).
Nesse período de divisão, vários evangelistas notáveis como Samuel Davies, Alexander Craighead e Hugh McAden trabalharam com grande êxito no sul do país, especialmente na Virgínia e nas Carolinas. Durante a Revolução Americana, os presbiterianos tiveram uma atuação destacada. O Rev. John Witherspoon (1723-1794), um escocês que foi presidente da Universidade de Princeton por vinte e cinco anos, foi o único pastor que assinou a Declaração de Independência dos Estados Unidos, em 1776. Muitos presbiterianos lutaram na guerra da independência.
Em 1788, o Sínodo de Nova York e Filadélfia dividiu-se em quatro (Nova York e Nova Jersey, Filadélfia, Virgínia e Carolinas). No dia 21 de maio de 1789, reuniu-se pela primeira vez a “Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América.” Naquela época, a Igreja Presbiteriana era a denominação mais influente do país. Em 1800, contava com 180 pastores, 450 igrejas e cerca de 20 mil membros.
Em 1801, presbiterianos e congregacionais iniciaram um trabalho cooperativo conhecido como “Plano de União.” O objetivo era evangelizar com mais eficiência a população que estava indo para o oeste, a chamada “fronteira.” Foi esse o período do avivamento conhecido como Segundo Grande Despertamento. O resultado foi um avanço fenomenal. Em 1837, a Igreja Presbiteriana já contava com 2140 pastores, quase 3000 igrejas e 220 mil membros. O Seminário de Princeton foi fundado em 1812. Entre seus grandes professores estiveram Archibald Alexander, Charles Hodge, A.A. Hodge e Benjamin B. Warfield.
Devido a uma controvérsia sobre os requisitos para a ordenação de ministros, surgiu em 1810 a Igreja Presbiteriana de Cumberland, no Tennessee. Uma divisão mais séria ocorreu entre os grupos conhecidos como Velha Escola e Nova Escola, aquele sendo mais apegado aos padrões de Westminster do que este. Em 1837, a Velha Escola obteve a maioria na Assembléia Geral, cancelou o Plano de União de 1801 e excluiu quatro sínodos inteiros, dividindo ao meio a denominação. No mesmo ano, foi criada a Junta de Missões Estrangeiras, sediada em Nova York, que 22 anos mais tarde enviaria o seu primeiro missionário ao Brasil.
Finalmente, em 1857 e 1861 ocorreram novas divisões, desta vez ocasionadas pelo problema da escravidão. As igrejas Nova Escola e Velha Escola do sul, favoráveis à escravidão, separaram-se das do norte. Eventualmente, foram criadas duas grandes denominações presbiterianas, a Igreja do Norte (PCUSA) e a Igreja do Sul (PCUS). Os missionários pioneiros dessas duas igrejas chegaram ao Brasil respectivamente em 1859 (Ashbel G. Simonton) e 1869 (Edward Lane e George N. Morton).
Rev. Alderi Souza de Matos
Historiador da IPB.

sábado, 20 de dezembro de 2008

QUEM É MAIS IMPORTANTE?



Tente responder a estas perguntas:
1. Diga o nome das 5 pessoas mais ricas do mundo;
2. Diga o nome dos últimos cinco vencedores do prêmio Heisman;
3. Diga o nome das últimas cinco "Misses Universo";
4. Dê dez nomes de pessoas que ganharam o Prêmio Nobel ou Pulitzer;
5. Dê o nome dos últimos 12 ganhadores do Oscar de melhor ator ou atriz.

A questão é que a maioria de nós não se lembra das manchetes de ontem. Os nomes perguntados acima não são de pessoas medíocres, mas sim dos melhores em suas áreas. Mas o aplauso morre, prêmios envelhecem, empreendimentos são esquecidos, certificados e diplomas são enterrados com seus donos.

Tente novamente com estas perguntas, e veja como se sai:
1. Liste alguns professores que o auxiliaram em sua jornada escolar;
2. Lembre de três amigos que ajudaram você em momentos difíceis;
3. Pense em cinco pessoas que lhe ensinaram alguma coisa valiosa;
4. Pense em algumas pessoas que fizeram você se sentir amado e especial;
5. Pense em cinco pessoas com quem você gosta de estar;
6. Liste seis heróis, cujas histórias tenham inspirado você.

Mais fácil, não!?

Moral da história:
"As pessoas que realmente fazem diferença em sua vida não são as que têm mais credenciais, dinheiro, prêmios ou posição. São as que mais se importam com você". (Anônimo)

"Amar as pessoas é mais importante que liderá-las. Elas não se importam com o quanto você sabe até que saibam o quanto você se importa com elas." John Maxwell



VOCÊ É UM BOM AMIGO?



Versículos: Provérbios:17 / 18:24 / Lucas 10:25-37 / João 15:11-17 / Romanos 16:1-2

O que é ser amigo de alguém? Amigo é aquele que está com você em qualquer situação, mesmo, e principalmente, nas horas ruins. O amigo é aquela pessoa que lhe aceita como você é, sem máscaras. Com ele você pode ser você mesmo. Ele não quer a sua companhia só quando está tudo bem ou quando você lhe é útil. Diante destas características vemos que não é fácil ter ou ser um bom amigo. Um conhecido, um colega encontramos com facilidade, mas amigo, é algo difícil de se encontrar.

Uma amizade sincera é cultivada, regada com amor, sinceridade, fidelidade, compromisso... A lealdade é evidência de genuína amizade!

Como é importante quando podemos nos abrir com alguém que não irá nos trair, difamar, contar para todos a nossa fraqueza. De falsos amigos o mundo está cheio. O amigo ajuda, estende a mão, encoraja, fala a verdade mesmo que doa. Ele não passa a mão na sua cabeça quando você está fazendo algo errado, mas lhe ouve, compreende e mostra o seu erro, ajudando-lhe, se preciso, a corrigir a falha.

O verdadeiro amigo chora com você, se alegra com você, fica feliz com suas vitórias, sofre com suas derrotas.

O amor sacrificial, por alguém que nos é precioso pode se manifestar quando emprestamos o ouvido para que ele desabafe, conte seus problemas. Você já percebeu quantas vezes só de contarmos os nossos problemas a uma pessoa atenta, ao escutarmos a nossa própria voz, chegamos a muitas conclusões e enxergamos uma possível solução?

Mas, se contudo você não tem amigos, não se entristeça; Jesus quer ser o seu amigo. Ele tem tempo para lhe ouvir, não está correndo daqui para ali com seus afazeres.

Jesus, em João 15:14 nos diz que é nosso amigo, se fizermos o que Ele nos manda.

Ele quer ter um encontro constante, diário com você. Conhecedor de sua situação, Ele lhe aconselha a cada passo que tiver que dar. É só Lhe contar o que está perturbando você e Lhe dar a oportunidade de falar. Ele conhece o ontem, o hoje e o amanhã, por isso sabe o melhor conselho a lhe dar! Ele viveu neste mundo, sofreu injustiças, angústias, motivo pelo qual nos entende como ninguém. Ele sabe o que é sofrer...

Jesus nos carrega nas adversidades quando nossa vida está entrelaçada a Dele.
Viva esta experiência deixando-O fazer parte de sua vida.

Todos nós precisamos de amigos nos bons e maus momentos que nos escute, que se preocupem conosco oferecendo ajuda quando necessário, no entanto, em vez de desejar ter um amigo verdadeiro, que tal ser um? Aceite este desafio. Seja uma estrela, não um cometa. A estrela marca presença, é luz, calor, vida, enquanto que o cometa só passa.

Que você entenda a diferença entre amigos, conhecidos, colegas, companheiros... e faça bons amigos, amizades verdadeiras!

sábado, 13 de dezembro de 2008

ELEVO MEUS OLHOS PARA OS MONTES


DE ONDE ME VIRÁ O SOCORRO?

Salmo 121

Os cultos idólatras dos baalins eram realizados nos lugares altos, ou seja, nos montes. A Bíblia diz: “Em todos os vossos lugares habitáveis, as cidades serão destruídas, e os lugares altos assolados; para que os vossos altares sejam destruídos e assolados, e os vossos ídolos se quebrem e se acabem, e as vossas imagens sejam cortadas, e desfeitas as vossas obras” – (Ezequiel 6.6).

O Salmista se volta para os montes e muito provavelmente meneia a cabeça enquanto fala: “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra’ – (Salmo 121:1). O pregador, apesar de não aceitar a idolatria, e isto fica patente em seu sermão, prefere destacar os atributos de seu Deus. Ele não teve dificuldade de voltar até Gênesis, propositalmente para mostrar a Onipotência do Deus verdadeiro. Ele diz no v.2: “Que fez o céu e a terra”.

Ele poderia perfeitamente perguntar aos idólatras, freqüentadores dos montes: O que seu ídolo criou neste universo, em todo tempo que esteve no monte? Nada, seria a resposta verdadeira. Um ídolo não pode fazer nem o bem e nem o mal por si só. O profeta Jeremias escreveu: “Ouvi a palavra que o Senhor vos fala a vós, ó casa de Israel. Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova. São como a palmeira, obra torneada, porém não podem falar; certamente são levados, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, nem tampouco têm poder de fazer bem” – (Jeremias 10:1-5).

O pregador continua engrandecendo o Todo-poderoso descrevendo seus cuidados para com seu povo: Guarda os pés, cuida 24 horas, abriga de dia e de noite, protege o físico e alma.

Já tive oportunidade de ouvir pessoas dizendo: Elevo meus olhos para o monte de onde me virá o socorro. Quando mudamos ponto, acentuação ou vírgula em determinados versículos, estamos nos arriscando a mudar também o sentido da mensagem. Neste caso específico, temos que tomar os devidos cuidados de respeitar os dois pontos após “montes” e em seguida notar a pergunta e não uma afirmação como alguns têm feito inadvertidamente.

O nosso socorro não vêem necessariamente do monte, pode até vir, pelo fato de Deus ser soberano sobre todas as coisas. Se dependêssemos de monte para o auxílio de Deus, como ficaria àqueles que moram em planícies? O nosso socorro vêem do Senhor que fez o céu e a terra e está presente em todos os lugares que Ele julgar necessário estar. Ele é Onipresente.

Espero que você tenha aprendido com o salmista esta maravilhosa lição dos cuidados de Deus Onipotente. Não se curve diante de algo que não tem poder para soluciona o seu problema, por mais simples que possa parecer. Clame e se curve diante do Deus que criou todas as coisas, sabendo que não há limite para o seu poder. Que Ele te abençoe Amém?

NASCER DA ÁGUA



“Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3: 5)

A resposta de Jesus satisfaz a seguinte pergunta: “Como pode nascer um homem, sendo velho?” A resposta é precisa: o novo nascimento é por meio da água e do Espírito!

Para entendermos a resposta de Jesus é preciso saber que a doutrina apregoada por Ele em nada difere da mensagem apregoada na lei e pelos profetas.

Sabemos que a lei nunca pode aperfeiçoar ninguém por conter somente a sombra dos bens futuros (Hebreus 10: 1). Porém, ela sempre apontou a necessidade da circuncisão do coração.

O que a lei propunha era impossível o homem alcançar por meio dela, visto que, a própria lei estava enferma pela carne (Romanos 8: 3). A lei somente serviu de ‘tutor’ para conduzir o homem a Cristo (Gálatas 3: 24), ou seja, ao apontar a necessidade da circuncisão do coração, a lei conduz o homem a Cristo, pois somente nele é possível alcançar circuncisão através do despojar do corpo da carne: a circuncisão de Cristo (Colossenses 2: 11).

PodemoS extrair uma grande lição da lei: ela foi escrita em tábuas de pedras e entregue ao povo, mas, não pode aperfeiçoar ninguém, visto que, mesmo após a entrega da lei, Moisés continuou apregoando a necessidade da circuncisão do coração (Deuteronômio 10: 16; 30: 6; II Coríntios 3: 3 e 7).

Caso a lei fosse essencial para a salvação do homem não haveria a necessidade de Moisés apregoar a circuncisão do coração. Conclui-se que, a lei entregue em tábuas de pedra não operou a transformação necessária no coração do povo, visto que, eles ainda precisavam da circuncisão do coração.

A ação divina nunca foi por intermédio da lei, visto que, a mensagem de Deus sempre foi: “Ouve, ó Israel...”, pois a fé é o único meio de se achegar a Deus (Romanos 10: 17). Caso ouvissem a voz de Deus, haveria uma mudança radical neles: deixariam de ter um coração de pedra e passariam a ter um coração de carne (Deuteronômio 11: 18; Jeremias 4: 4).

A intervenção divina na vida do povo só ocorreria no momento em que eles ouvissem e gravassem a lei em seus corações. A circuncisão é uma ação divina por meio da sua palavra (Deuteronômio 30: 6- 8).

O profeta Ezequiel sobre este assunto disse o seguinte: “Então espargirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (Ezequiel 36: 25- 27).

O mestre Nicodemos já conhecia esta passagem bíblica. Há muito que ele lia acerca da promessa de uma nova vida (um novo coração e um novo espírito), porém, não conseguia abstrair a essência do que Deus propôs.

Para alcançar a nova vida é necessário que o próprio Deus venha a espargir água pura sobre o homem (“EU” espargirei água pura sobre vós).

A doutrina de Jesus somente tornou evidente o que estava registrado nos profetas: nascer da água e do Espírito é o mesmo que Deus espargindo água pura sobre o homem. Somente Deus pode conceder um novo coração e um novo espírito, ou seja, uma nova vida ao homem!

Nascer da água é o mesmo que nascer da palavra: Jesus é o Verbo de Deus, ou seja, a Palavra encarnada (João 1: 14). Sobre este aspecto Paulo escreveu: “Para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra...” (Efésios 5: 26) “Se alguém tem sede, vem a mim e beba” (João 7: 37). Jesus é a água que produz vida naqueles que são purificados por Ele, ou seja, naqueles que crêem.

Nascer do Espírito é o mesmo que nascer de Deus, visto que, Deus é Espírito e aqueles que d'Ele são nascidos recebem um novo espírito e um novo coração. Portanto, “...o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3: 6), e os que crêem recebem poder para serem feitos filhos de Deus! Ora, se o homem crê, da plenitude de Deus já recebeu (João 1: 16; Colossenses 2: 7- 8). Passa a ser participante da natureza natureza divina II Pe 1: 4.

Quem crê na Palavra encarnada como diz as Escrituras, do seu interior terá rios de água viva fluindo, ou seja, isto foi dito: “... do Espírito que haviam de receber os que nele cressem” (João 7: 37- 39), o nascer do Espírito.

Há uma ordem específica para se nascer de novo? Sim! Primeiro o homem nasce da água, depois do Espírito! Como?

Primeiro o homem precisa da Palavra de Deus para que possa crer, ou seja, para crer, primeiro é preciso ouvir (ser espargido por Deus com água limpa), acerca da fé (evangelho) que é poder de Deus que faz dos homens que descansam na esperança proposta filhos de Deus “Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é Poder de Deus para a Salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1: 16).

O homem só tem acesso ao poder de Deus depois que ouve a palavra da verdade, conforme Paulo escreveu a Tito: “... Ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo” (Tito 3: 5).

Paulo ao escrever a Tito demonstra que Deus lava e renova o homem por meio da palavra e do seu Espírito, ou seja, ele reafirma o que foi dito por Ezequiel: (“EU” “espargirei água pura sobre vós...”).

Através da Palavra de Deus, que é água pura espargida sobre o pecador, ocorre a lavagem da regeneração. Os que de Deus são nascidos, são renovados pelo Espírito Eterno, recebendo um coração de carne em lugar do coração de pedra e um novo espírito Sl 51: 10.Que Deus te abençoe rica e abundantemente.

ESPERA PELO SENHOR



“Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor.” (Salmo 27:14)

O quadro que se descreve hoje, em toda a parte, é desolador, desanimador e de desesperança para os que não conhecem a Deus, e não obedecem a sua palavra.

A economia mundial está em crise; as instituições estão desmoralizadas, aqueles que retêm em seu poder as riquezas, estão desestabilizados. Os valores morais são subestimados e desprezados, a segurança tornou-se insegura, o valor da vida, e as relações humanas, e comportamentais, estão sendo aniquilados, pela força da violência.

Neste contexto, o quadro que ora se descreve, é caótico; a violência tem ceifado famílias e destruído lares, sonhos são desfeitos, projetos e planos são desprezados; choro e pranto em muitos lares. Alguns até dizem: “Caminhamos para a destruição, não há solução” mas graças a Deus, que existe uma luz no meio de tanta treva, uma resposta para tudo. Jesus disse que isso é apenas o princípio do fim; portanto, se nos voltarmos para o Senhor nosso Deus, encontraremos respostas, solução e consolação para todas as angústias: “Jesus Cristo é a solução”.

Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor. Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças (Is. 40:29)

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações, portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne... Ele põe termo à guerra... Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus... (Sl.46:1,2,9,10)

Deus, pai de nosso Senhor, Jesus Cristo, o nosso Salvador, é o único que tem todo o poder, e vai solucionar todos os nossos problemas, foi ele quem disse: “Eu vim buscar e salvar o perdido”. Espera pelo Senhor, há uma saída, uma esperança, pois o Senhor diz na sua palavra: “Eu é que sei que pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” (Jr.29:11)

Tem bom ânimo, fortifique-se o teu coração, e espera, pois, pelo Senhor. Jesus está voltando, prepara-te, breve estaremos com Ele para sempre, “Aleluia.” Só mais um pouquinho e Aquele que há de vir virá e não tardará.

E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram. (Ap.21:4)

Espera pelo Senhor, com a certeza de que pode ser hoje a sua volta, tem bom ânimo e não desista em meio às lutas, ame-o acima de qualquer coisa, Deus é maior que tudo.

Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me sentei com meu pai no seu trono. (Ap.3:21). Em Cristo somos mais que vencedores.

E você amigo (a) que leu esta mensagem e que ainda não se entregou a Jesus; Ele deu a sua vida para nos salvar, morrendo pelos nossos pecados. Abra o seu coração para Ele entrar e de dar paz; confesse-o como seu salvador e Senhor. Jesus te ama. Só Ele é a solução, e a esperança, aleluia. Que Deus nos abençoe. Amém!

sábado, 6 de dezembro de 2008

ÁRVORE JUNTO AS ÁGUAS


1 Bem-aventurado o homem

que não anda no conselho dos ímpios

não se detém no caminho dos pecadores,

nem se assenta na roda dos escarnecedores.

2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR,

e na sua lei medita de dia e de noite.

3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas,

que, no devido tempo, dá o seu fruto,

e cuja folhagem não murcha;

e tudo quanto ele faz será bem sucedido.

4 Os ímpios não são assim;

são, porém, como a palha que o vento dispersa.

5 Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo,

nem os pecadores, na congregação dos justos.

6 Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos,

mas o caminho dos ímpios perecerá

Salmo 1.1-6

Exórdio

Você já parou para pensar ao lado de quem você está sentado? Você sabe por que preferiu ficar ao lado dessas pessoas? Olhe para elas. Você é capaz de reconhecer algumas qualidades? Que tipo de caráter seus amigos e amigas têm? Há um velho ditado que diz: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. É apenas um velho ditado! Mas creio que boa parte de vocês já o ouviu muitas vezes. E sabem por quê? Pois, somos conhecidos pelas coisas que praticamos, pelos lugares que freqüentamos e pelas pessoas com as quais convivemos. Este é um dos motivos pelos quais os pais sempre se preocupam com seus filhos. Eles querem o melhor para eles, por isso os observam e os aconselham. Da mesma forma, temos um Deus que se preocupa conosco e, por isso nos orienta.

Explicação

Razão pela qual, este Salmo sapiencial aponta para dois caminhos ou comportamentos que representam dois modos de vida com resultados diferentes. Ao mesmo tempo contrasta os dois únicos tipos de pessoas do ponto de vista de Deus, tendo cada tipo um conjunto distintivo de princípios de vida.

O salmista inicia declarando que Bem-aventurado é o homem que, primeiro, não anda no caminho dos ímpios, ou seja, não participa das idéias dos ímpios, suas ações não são inspiradas em princípios mundanos, maldosos e astutos; segundo, que não se detém no caminho dos pecadores, ou seja não participa dos seus projetos, não adota a linha de comportamento deles; terceiro nem se assenta na roda dos escarnecedores, ou seja, não participa do seu modo de agir, zombando de Deus e de coisas eternas. Porém, antes, tem a lei do Senhor por conselheira, tema de reflexão habitual, guia e norma de conduta. Ela é acolhida com prazer e não com pesar, é uma adesão alegre movida pela obediência e motivada pelo amor. Assim, bem-aventurado é aquele que é fiel a Deus naquilo que evita e naquilo que faz. Bem-aventurado significa que o justo desfrutará do favor e das graças especiais de Deus. Bem-aventurado não somente é a palavra pela qual este salmo se inicia, mas é também, a essência do que é prometido aos que meditam na Palavra de Deus, noite e dia. Meditar não é apenas ler como se fosse um dever, mas é procurar entender espiritualmente a lei do Senhor e, em seguida, aplicá-la à sua própria vida.

No versículo dois, a palavra em hebraico torah, traduzida por lei, pode ser interpretada como instrução e como a Palavra viva de Deus, que sai ao encontro das pessoas para manifestar-lhes a sua vontade e, assim, conduzi-las pelo caminho da vida e do bem.

A partir dos versos três, o autor faz uso de comparações campesinas para caracterizar o justo e o ímpio. O justo é visto como uma árvore bem irrigada, frondosa, bem enraizada e carregada de frutos maduros, diante da inconsistência da falta de raiz e instabilidade da palha que o vento leva.

Proposição

Diante dessas comparações podemos aprender que há dois caminhos que se contrastam e são metáforas da conduta humana. Transição: Um deles é o caminho que leva à...

I – morte, caracterizada aqui pelo ímpio que...

1. não ama a lei do Senhor, antes a odeia e dela escarnece;

2. não é como a árvore saudável, plantada ao lado de águas abundantes, porém é como a palha. O que é a palha e por que a palha? Por que será que este é comparado à palha? O que se sabe é que a palha era lançada ao vento pelo processo de joeiramento, ou seja, após a colheita, os lavradores lançavam os grãos debulhados para cima, para que o vento levasse a palha mais leve à medida que os grãos caíssem ao chão. Com essa comparação, o salmista quis mostrar que, assim como a palha é pequena, sem valor, inútil, morta, sem raiz, nem estabilidade, inconstante e facilmente levada pelo vento, semelhantemente é o perverso que não ama a Deus e a sua Palavra. As Escrituras o descrevem como aquele que prefere fazer seu próprio caminho, está sempre envolvido até o pescoço na prática do mal e aprecia arrastar outras pessoas para a sua vereda tortuosa. Desta forma, a palha ilustra de modo claro a vida do homem e da mulher sem Deus;

3. não tem fruto como o justo, antes o seu caminho é tenebroso, repleto das obras da carne: guerra, ódio, injustiça, maldade;

4. o seu fim está determinado. O seu fracasso é certo e será total e em todos os campos:

  • forense, porque comparecerá perante o Tribunal de Cristo e não resistirá ao juízo de Deus;

  • religioso, porque não participará da congregação do justo. O ímpio, por sua própria escolha, rejeita a comunidade dos santos e a comunhão com o povo de Deus;

  • vital e prática , pois o seu caminho perecerá, no juízo será separado do justo, como o joio do trigo, como a palha do grão e, então, lançado na fornalha de fogo, para o tormento eterno, onde haverá pranto e ranger de dentes (segundo a Palavra de Deus). Deste modo terminam muito mal, tanto física quanto espiritualmente.

O outro caminho é o que conduz à...

II – vida, caracterizada aqui pelo justo que...

1. ama a lei de Deus, anda em retidão, em amor e obediência à sua Palavra, não se envolve com os maus, antes, bebe dos princípios sábios de Deus;

2. é feliz e cresce, como árvore viçosa, sempre florescendo, porque próximo há água e água em abundância. Sua raiz profunda absorve todo nutriente necessário para a vida, sua folhagem não murcha e dá muitos frutos. Por que será que este é comparado à árvore? Porque a árvore é permanentemente bela e frutífera, seus galhos oferecem sombra para descansar-se nela; cresce com o sol e a chuva, esperando assim em Deus e colocando a sua vida nas mãos dele. Semelhantemente é o justo, porque o Senhor é para ele um manancial de águas vivas. Podemos dizer que as bênçãos divinas são descritas aqui em termos de água abundante, água que transmite vida e fertilidade. A expressão “plantada junto a correntes de águas” ilustra de modo belo a vida do homem cheio do Espírito;

3. no devido tempo dá o seu fruto. O fruto é algo a ser esperado e produzido no tempo devido, por haver permanentemente provisão de água. Assim, o justo descrito pelo salmista produz os frutos mencionados na carta aos Gálatas. São estes: frutos de amor, alegria, paciência, bondade, retidão, fidelidade, mansidão, domínio próprio e paz*. Hoje, não se fala em outra coisa a não ser em paz. Há até *o dia Internacional de Oração pela Paz, mas onde está a paz? Nunca houve tanta guerra, tanta morte, tanta violência. O mundo anseia e clama por paz, não obstante precisa aprender que só o Senhor pode nos dar a paz. Esta é fruto de amor e obediência à Palavra de Deus, é fruto daquele que anda no caminho do justo. Contudo, o justo sempre terá um testemunho novo e vigoroso, mesmo em meio à tribulação e à adversidade, porque as raízes de sua personalidade se molham perpetuamente nas Águas Vivas, extraindo toda força necessária para viver, de modo que sua folhagem não murcha e não cai.

4. será bem sucedido. Embora o salmista não diga explicitamente, o caminho do justo leva a bom termo, ao êxito e a plenitude em todos os campos:

  • forense, porque terá sua vida aprovada, visto que o Senhor conhece os seus caminhos. O Senhor aceita o caminho dos justos porque é o seu caminho. E os protege porque confiam nele e recebem a Cristo pela fé;

  • religioso, porque farão parte da assembléia dos justos já em vida e depois na eternidade;

  • vital e prático, porque desfrutarão da vida eterna, ouvindo o Senhor dizer, como está escrito no evangelho de Mt 25.34: “Vinde benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Lá, “os justos resplandecerão como o sol”. Mt 13.43

Concluindo...

O salmista nos ensina que ao andarmos no caminho reto e justo do Senhor, primeiro, cuidaremos de nossa imagem, não andando, não se detendo e nem se assentando com aqueles que trilham caminhos opostos, segundo cuidaremos de nossa performance alimentando-nos com alegria na Palavra do Senhor dia e noite, de tal maneira que daremos e colheremos muitos frutos, frutos que promoverão a vida, o amor, à paz, o shalom de Deus, que tanto o mundo precisa. E, como recompensa herdaremos a vida eterna.

Por fim, este Salmo termina mostrando o caminho da vida e o da morte. A forma campesina usada para contrastá-los, lembra-nos que os ciclos da natureza são comparados com o próprio ciclo da vida e com o caráter humano. Por isso, a primavera nos recorda a vida nova que surge do seio da terra e da alma de quem se deixa encantar pelas coisas simples e belas, que a vida oferece a cada dia. Quer ocasião melhor para pensar num projeto de vida como o da primavera, que renasce, alimenta, embeleza e alegra a vida?

É momento de pensarmos que o justo floresce, sua vida se renova, assim como a natureza na primavera, enquanto o ímpio é a palha que o vento leva.

É momento de lembrarmos que o Senhor nos chama para trilhar o seu caminho, para sermos instrumentos de vida, paz e amor.

É momento de pensarmos afinal, que caminho queremos seguir? É certo que nossa vida dependerá dessa escolha. Então, que tipo de pessoa nós queremos ser? Palhas ou árvores?

Palhas, não! Árvores junto a correntes de águas, sim, devem ser todos os que amam a Deus.

Assim Deus nos ajude, nos abençoe e nos dê a paz!